Como abordar o tema  crise  com as crian as e jovens?

Como abordar o tema crise com as crian as e jovens?

197124_ext_arquivoEstamos no meio de uma crise que não apresenta expectativas curtas de fi, é claro que as crianças percebem que algo está errado, e aé fica a pergunta por parte dos pais e professores: Como falar sobre o tema com as crianças de uma forma que haja entendimento?

Inevitavelmente esse tema deve ser abordado, até mesmo para que não ocorram entendimento erré neos, nem mesmo preocupações exacerbadas dos pequenos. Ocorre que qualquer criança está inserida em um sistema social e desde o seu nascimento é percebida como atuante nas relações de consumo.

A partir dos 3 anos já tem discernimento para compreender as movimentações que acontecem ao seu redor, principalmente, no é mbito familiar e nisso se inclui as questões financeiras, com as primeiras percepé ões do impacto que uma crise pode ocasionar em sua vida, exemplos são simples, como: espera maior por um brinquedo, troca de marcas de seus alimentos favoritos, impossibilidade de aquisi o de equipamentos eletrônicos, dentre outras ações normais.

Mas a abordagem desse tema deve levar em conta principalmente a faixa eté ria, para que se utilize uma linguagem apropriada para melhor absor o e considerando os recursos adequados para transmissão dessas informações.

Assim, na idade de 3 a 6 anos a criança não consegue ainda postergar desejos, tudo o que vé quer comprar e não estabelece relação entre dinheiro e compra de bens. Assim como da relação entre querer e poder, por este motivo frustra-se com facilidade. Por isso, nesse momento para entendimento são necessé rias ferramentas ilustrativas, picté ricas, lé dicas que trabalhem o eixo entre o real e o fantasioso.

O pai ou educador deve atentar-se a estas caracterásticas e condié ões para debater a temé tica. Pode iniciar com conversas amigé veis, evitando fazer o famoso já terrorismo que tende a gerar traumas. Na sala de aula é interessante um levantamentos pré vios utilizando tirinhas ou quadrinhos que abordem uma situação de crise financeira e a partir daé resgatar as informações que o grupo tem sobre o assunto.

Com base nas respostas, poderé desenvolver possé veis solué ões não sé para o problema apresentado, como também para situações do cotidiano. Nesse momento, será possé vel abordar a necessidade de educar-se financeiramente por meio dos pilares DSOP, o que levaré a ter um ensinamento extra, que possibilitaré a aprender a priorizar os sonhos.

Já a criança de 7 a 12 anos é capaz de compreender o que ocorre no meio e já lida de maneira revogé vel com as perdas. Nessa idade já é possé vel estabelecer relações entre o dinheiro ou a falta dele, o trabalho, as despesas e as aquisié ões, dentro do padrão de vida que está inserida.

Nesse caso a conversa focando em objetivos para vencer a crise é interessante e, també, o tema pode ser trabalhado por meio de reportagens, leituras complementares, tirinhas, recortes que permitam a constru o de conhecimento. Na escola se deve solicitar pesquisas e comparativos, além de produé ões de texto, estimularé a discussão e desenvolveré de maneira autânoma solué ões para as pré prias vivé ncias. O professor poderé fazer inferé ncias e aplicar o programa DSOP de Educação Financeira para mediar tais reflexões.

Lembrando que o termo crise financeira não será um conceito aprendido como defini o, mas suas caracterásticas e consequé ncias poderé o ser entendidas pelas crianças por meio das ações sugeridas, bem como as possibilidades de equilé brio e sustentabilidade financeira.

Enfi, o tema crise deve ser assunto nas casas e sala de aula, lé gico que dentro de um planejamento pré vio. Mas, o mais importante é ter em mente que mesmo perante as dificuldades existentes é possé vel tirar algo bo, que é o conhecimento.

Mas cuidado, pois devido é dificuldade do tema é necessé ria muita aten o e, principalmente, mostrar naturalidade perante ao tema, não associando o momento é respostas agressivas que ocorrem por parte da sociedade, pois o papel como educador é criar jovens capazes que interpretarem o mundo que vivem e tomarem suas pré prias conclusões.