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Fim do ano está chegando e com ele as compras. Mesmo com o desejo de agradar todos os familiares com presentes e festas, é preciso ter cuidado redobrado com os gastos. Várias contas precisarão ser pagas no começo de 2019, como o IPTU (taxa sobre imóveis) e o IPVA (taxa sobre veículos), e a economia do 13° salário é uma alternativa para não se endividar.

Tiago Gerson, 30, sempre enfrenta dificuldades financeiras na virada do ano. O comerciante explica que não tem uma renda fixa e se vê na obrigação de comprar presentes para o filho de três anos no Natal, o que o prejudica na época do pagamento de impostos. Em 2015, diante da crise econômica que se agravava no País, Tiago se endividou e precisou parcelar em oito vezes o pagamento dos tributos para conseguir quitar o débito.

O comerciante confessa não saber poupar dinheiro, mas já opta por não usar o cartão de crédito, motivo de endividamento de 76,7% das famílias em setembro de 2018, segundo a Pesquisa de Endividamento e Inadimplência do Consumidor (Peic). O levantamento é realizado mensalmente pela Confederação Nacional de Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC) e indica que mais de 60% das famílias brasileiras têm despesas a pagar.

Para a economista e professora Alessandra Araújo, a principal causa de endividamento no começo do ano é o “analfabetismo financeiro”, comum entre os brasileiros. Como o “hábito de poupar é inexistente”, fica difícil pagar as contas sem parcelamento, um dos vilões dos endividados. Ela aconselha economizar um pouco de cada salário, inclusive do 13°, já pensando nos pagamentos fixos de janeiro.

A dificuldade de poupar e o desconhecimento de como o mercado de finanças opera partem da ausência de educação financeira no ensino básico. Dessa forma, o cidadão entra na vida adulta sem conhecer técnicas de poupança.

Para suprir essa deficiência, Alessandra recomenda buscar órgãos especializados em consultoria financeira, como o Instituto Brasileiro de Executivos de Finanças (Ibef-CE), ou pesquisar canais no YouTube que explicam como é o funcionamento e a aplicação do conceito de finanças pessoais. Existem, também, opções de minicursos gratuitos na internet sobre o assunto.

Bia Souza, 40, já segue algumas das dicas. Ela explica que já se endividou várias vezes por conta do cartão de crédito, o que a levou a melhorar as finanças pessoais. Agora, a auxiliar de cozinha economiza o dinheiro em conjunto com o marido, que é responsável por pagar os impostos à vista, além de pesquisar os preços antes de comprar os presentes de Natal das filhas de sete e dezoito anos.

Finanças no YouTube

Me Poupe!: O Me Poupe! é plataforma na área de entretenimento financeiro. Criado pela jornalista Nathália Ancuri, o canal traduz a linguagem das finanças com humor e simplicidade para mais de dois milhões de inscritos.

Blog de Valor: O educador financeiro André Bona fala sobre finanças pessoais, investimento e mercado de finanças sem complicações. No quadro #PergunteAoBona, o educador responde perguntas feitas pelos seus mais de 167 mil inscritos.

Júlia Mendonça: Em seu canal, a assessora financeira Júlia Mendonça dá várias dicas de como economizar dinheiro utilizando-se de ideias simples e eficazes. O canal agrega mais de 189 mil inscritos.

EconoMirna: A engenheira Mirna Borges tem uma série específica que discute as vantagens e desvantagens dos cartões de crédito. Ela também fala de finanças pessoais e explica o mundo do investimento para iniciantes. O canal tem mais de 491 inscritos.

PARA ACERTAR NA ECONOMIA

1 Fugir das compras por impulso: Procure sair de casa já sabendo o que irá comprar e quanto pretende gastar.

2 Evitar parcelar compras no cartão de crédito: A soma de todos os parcelamentos pode ocasionar susto enorme quando a fatura chegar.

3 Não aplicar todo o 13º salário em compras de fim de ano: Guarde esse dinheiro extra ou utilize-o para pôr em dia dívidas existentes. Caso haja várias dívidas acumuladas, começar pela mais alta.

4 Negociar os valores das matrículas dos filhos.

5 A melhor alternativa é comprar à vista: Há possibilidades de descontos e negociações.

6 Caso não tenha dívidas: Você pode utilizar apenas a primeira parcela do 13º para compras. A segunda cota pode ser reservada para despesas extras, que sempre surgem no início de todos os anos, como: matrícula da escola, material escolar, licenciamentos de veículos, impostos de casa, entre outros.

Fonte: O Povo / Defensoria Pública do Ceará


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