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Compra de material escolar: levar ou não levar os filhos?

A professora Ana Paula Martinello sempre leva a filha Isabela junto para escolher os materiais. Ela tira uma tarde livre para pesquisar os preços no centro de Florianópolis e atender a alguns pedidos da adolescente de 13 anos.

— Se ela não compra junto depois teria que voltar e devolver tudo — brinca.

Assim como Ana Paula, a maioria dos catarinenses ( 48,9%) leva os filhos para comprar os materiais escolares e 52,5% admitem que eles influenciam na escolha dos produtos. Esse é um dos resultados da pesquisa da Fecomércio sobre intenção de compras no período de volta às aulas em SC.  Apesar disso, quatro em cada 10 pais disseram que não estão dispostos a pagar mais caro para agradá- los.

Para a psicopedagoga Joyce Cardoso, levar as crianças às compras é essencial para que elas aprendam a tomar decisões e saber os produtos que podem ou não ser adquiridos.

— Esse é um dos melhores momentos para trabalhar a educação financeira, mostrando a diferença entre os valores dos produtos e qual valor que pode ser gasto nesse dia – afirma a especialista, que acrescenta que os pais podem levar uma calculadora para que as criança somem os valores até chegar ao orçamento estipulado.

A coach financeira Marlise Teixeira reforça que é importante os pequenos terem esse papel de escolha na família ao ajudar a definir os materiais e quais são prioritários, mas alguns são fundamentais para garantir os gastos dentro do previsto.

O ideal é que os pais determinem antes quanto querem desembolsar e façam a pesquisa sem a criança para saber onde é mais barato. Além de informar o pequeno de quais materiais irão comprar e em qual quantidade:

— Se não for por esse lado da educação financeira, pode cair para o descontrole facilmente.  Se o pais vão para agradar as crianças, o orçamento familiar pode ir por água abaixo. A criança sempre vai pelo mais bonito, o que chama mais atenção. Neste momento ela não vai estar preocupada com o quanto está custando, porque isso não cabe a ela, cabe aos pais.

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Fonte: Diário Catarinense


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