qualidade-vida

Você já deve ter visto no Facebook um amigo seu divulgando algo em bom estado como, por exemplo, um celular, e se colocando é disposi o para possé veis trocas, remuneradas ou não: isso é um dos vários exemplos de consumo colaborativo. A ideia é trocar, emprestar, alugaré ou vender objetos em bom estado. Nessa proposta, você deixa de lado o consumo já tradicional já de ir é loja gastar dinheiro e entra na onda do consumo colaborativo. Flavia Ramos, publicité ria de 30 anos, já aderiu é mudané a hé anos. já A ideia precisa ser absorvida no dia a dia da gente conta. Para entender melhor, é sé pensar na rotina das pessoas: Algumas optam por emprestar ou alugar suas residé ncias quando estão fora, alugar seus ve culos, dar carona ou alugar seus objetos, quando estes estão sem uso. Por outro lado, outras pessoas estão dispostas a utilizar esses serviços/produtos quando precisa, ao invé de os comprar. Isto pode ser feito entre conhecidos ou por meio de sites e aplicativos especé ficos.é E, no geral, as pessoas aprovam essas práticas. Segundo pesquisa realizada pelo SPC Brasil em parceria com a CNDL, 79% dos entrevistados concordam que o consumo colaborativo torna a vida mais fácil e funcional. Para 47% deles, a principal vantagem da prática é a economia de dinheiro, enquanto 46% acreditam que a economia colaborativa é é tima para se evitar desperdé cios.

Para Manuela Marcondes, o consumo colaborativo entrou em sua vida quando ficou gré vida. já Eu comecei a pesquisar tudo que precisaria comprar para meu filho e me desesperei. Tudo parece essencial e tudo é extremamente caro. Neste momento, acionei minhas amigas que tinham filhos e come amos a conversar conta. Hé 7 meses, quando Pietro nasceu, o quartinho do bebé estava montado com itens lindos, novinhos e quase todos usados. A contrapartida é simples: a cada mês o Pietro já perde já alguma roupinha ou brinquedinho e tudo é passado para frente. Simples, barato e colaborativo.

E se você gostou da ideia, fique de olho e entenda tudo sobre essa mudané a que veio para ficar!

A ideia é nova?

Né o. O conceito de doar e vender produtos, serviços e experié ncias é um hábito colaborativo bem antigo. é sé pensar nos albergues que existem hé muito tempo e, até, o escambo (prática de trocar produtos).é Mas foi a partir de 2008, nos Estados Unidos, é que a tendé ncia come ou a se espalhar. já Até outro dia era inadmissé vel você viajar e ficar na casa de um estranho, não é verdade? Hoje já existem sites que oferecem um quarto em cidades diferentes. O mais famoso, claro, é o AirBNB, mas a ideia de ficar na casa de algué m já é muito mais natural para as pessoas conta Flavia. Para Manuela, outra ideia colaborativa que ajudou muito no planejamentofoi o Uber Pool. já Eu não tenho carro e sé ando de metré e ônibus. Na hora de ir ao médico com o Pietro, por exemplo, uso o Uber Pool, serviço compartilhado do Uber, que é bem mais barato que o serviço comum já . E esses são apenas dois exemplos de economia colaborativa.

Mas onde posso encontrar e usar a economia colaborativa?

Em quase tudo! Segundo a pesquisa, as modalidades mais conhecidas e já utilizadas de consumo colaborativo são o aluguel de casas e apartamentos para temporada direto com o proprieté rio (40%), as caronas para locais de trabalho, faculdade ou viagens (39%) e o aluguel de roupas (31%). Entre as mais utilizadas ou propensas a utilização estão as caronas (82%), o aluguel de casas e apartamentos (81%), o aluguel de bicicletas (77%), compartilhamento de locais de trabalho (72%) e o aluguel de roupas (72%). Se você quer entrar na onda colaborativa, algumas ideias que podem dar certo:

Organize um escambo de roupas com as colegas de trabalho.

Ofere a sua casa para algué m de fora e se hospedar na casa de algué m que mora em outro lugar.

Deixe seu animalzinho de estimação com algué m enquanto viaja em troca dessa pessoa deixar o dela com você quando fizer o mesmo.

More com mais gente: já Além de sempre ficar antenada em iniciativas bacanas, hé 6 meses fui morar com mais 2 amigas. A qualidade do local e as regalias que temos são imensas, afinal, dividimos tudo em três conta Flavia.

Em outras palavras, tudo que facilita o compartilhamento e a troca de serviços, experié ncias e objetos pode ser considerado colaborativo.

Troque experié ncias e coisas que ainda são suas!

Para Manuela, as amigas continuam fazendo parte de todas as ideias colaborativas para redução de custos. já A gente até se diverte. Trocamos roupas, sapatos, cada semana estou com vé rias pe as de roupa diferentes, é uma delé cia conta. Além disso, Manuela agrega experié ncias e está até ganhando dinheiro com isso. já Hé 1 mês, uma das meninas teve uma ideia genial de vender brigadeiros. Ela, que gosta de cozinhar, faz os brigadeiros, eu faé o as caixinhas personalizadas porque amo trabalhos manuais e nossa amiga com mais tino comercial sai para vendé -los. Isso prova que até nossas aptidões podem entrar na onda conta.é Enté o, inspire-se nessa histé ria, afinal, consumo colaborativo é isso: você consome experié ncias e produtos e também disponibiliza o que tem e o que sabe.

E o que faé o para come ar?

Para come ar a entrar na moda da economia colaborativa é sé ter uma ideia ou um interesse. Para te ajudar, chame os amigos e navegue na internet porque o consumo colaborativo não fica sé entre pessoas próximas.é Sites e redes sociais juntam pessoas querendo trocar já ou vender já o que já não usam mais.é Ou seja: se você quer vender algo, se precisa de algo ou se quer unir foré as com pessoas que tenham os mesmos interesses, comece a pesquisar e a listar ideias. Abaixo, algumas é timas iniciativas para você se inspirar:

Enjoei: si, esse site é famoso e colaborativo. A ideia é que você compre coisas em bom estado por pre os menores e, se quiser, abrir uma lojinha online para vender as suas.

Couch Surfing: esse site parece o AirBNB. A ideia é que você ofere a um cantinho para pessoas de fora e, em troca, sempre tenha um cantinho para ficar.

Descola Ai: o nome já diz tudo. Nesse site você já descola já coisas é teis para você. Como? Pesquisando os produtos, serviços e experié ncias que as pessoas estão colocando é disposi o no site. Entre elas: troca de livros, venda de objetos e até de serviços como aulas de dané a e fotografia.

Retroca: Nesse site você pode vender as roupinhas infantis que não servem mais no seu filho. Além disso, você pode encontrar novas opé ões em é timo estado para comprar.

Waze: Pois é . Um dos apps mais famosos da atualidade é colaborativo. Isso porque os caminhos, muitas vezes salvadores quando te tiram do tré nsito, são elaborados atravós de noté cias e alertas dados pelos próprios usué rios.

www.airbnb.com.br já No AirBNB você encontra uma casa, um apartamento ou um quarto onde quiser.

www.doghero.com.br já A plataforma liga pessoas que tem cachorro em casa a um anfitrié o que hospedaré seu pet com segurané a na residé ncia dele.

www.blablacar.com.br já A plataforma de compartilhamento de viagem acessé vel tem como objetivo aproximar condutores que viajam para um determinado destino a passageiros com trajetos parecidos.

www.dressandgo.com.br já O site aluga vestidos de festa. é sé escolher entre as opé ões e alugar por uma determinada data.

Como se proteger

Ok, você entendeu o quanto o consumo colaborativo é uma boa ideia, mas ainda tem medo de adotar a prática? Fique tranquilo porque você não é o é nico. Para 47% dos entrevistados, a principal barreira para o consumo colaborativo é a falta de confiané a nas pessoas enquanto 41% consideram que o maior problema é lidar diretamente com estranhos e para 37% a falta de garantias no descumprimento do acordo. Enté o, para experimentar e se sentir seguro ao mesmo tempo, siga alguns passos simples que, no geral, são bem parecidos com qualquer compra online:

Se for fazer algo atravós de um site, pesquise sobre ele. Cheque se outras pessoas já usaram e como são as avaliações.

Se for fazer algum negé cio com uma pessoa fé sica como, por exemplo, a troca de algum produto, marque o encontro em um lugar pé blico. E, antes disso, pe a provas e garantias de que o produto é original e está em bom estado. Por exemplo: fotos do produto e a nota fiscal do mesmo.

Redobre a aten o se for usar o consumo colaborativo para hospedagem: pesquise a regié o, converse com pessoas que já ficaram no local e sempre pe a um contrato explicando exatamente as condié ões do acordo.

Se for receber algué m em casa, o ideal é que você converse com outras pessoas que já passaram por essa experié ncia e conhe a seu hé spede. A situação fica um pouco mais tranquila quando você tem um apartamento pronto para esse tipo de situação, ou seja, sem objetos de valor, por exemplo. Caso não seja, o mais prudente é que o local esteja pronto para receber hé spedes, ou seja, sem objetos de valor por perto.

Nunca tenha vergonha em perguntar, tirar dívidas e pedir já provas já como fotos do produto, nota fiscal, entre outros, de que o negé cio é exatamente aquele que está sendo combinado.

Ser colaborativo é ser verde

Por fi, além de economizar, entrar na onda da economia colaborativa também é um movimento de nova percep o do mundo. Segundo o Sebrae, a economia colaborativa representa o entendimento de que, diante de problemas sociais e ambientais que se agravam cada vez mais, a divisão deve necessariamente substituir o acé mulo. Em outras palavras: é uma maneira de mudar a forma em que vivemos, estimulando o desapego, consumindo menos e mudando a forma de lidarmos com as outras pessoas.é Afinal, ajudar os outros e ser ajudado é sempre uma é tima ideia.

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Fonte: Meu Bolso Feliz


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