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Segundo levantamento realizado pela Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas (CNDL) e pelo Serviço de Proteção ao Crédito (SPC Brasil), apenas 18% dos brasileiros pouparam dinheiro no mês de junho. Em média, o valor guardado foi de R$ 520, aponta o indicador. A maioria dos entrevistados na pesquisa, o que corresponde a 73%, afirmou ter terminado o mês sem nenhuma reserva. E as justificativas são muitas. Entre elas, a renda muito baixa (44%), o que inviabiliza guardar dinheiro. Outros motivos apontados foram imprevistos (17%), ausência de renda por desemprego (15%) e reconhecimento de descontrole sobre os próprios gastos (14%).

A estudante Juliana Andrade faz parte dessa estatística e diz que não tem o hábito de poupar, dificuldade compartilhada com sua mãe. Ela conta que apenas o pai dela se organiza mais nesse sentido. “Eu gasto muito. Meu pai é que ainda tenta fazer com que a gente tenha uma disciplina na questão financeira. Ele gosta de ler livros sobre educação financeira e pede pra gente ler também em casa, eu e minha mãe, porque a gente não poupa muito. Eu tenho uma grande dificuldade de poupar. Se eu pego em dinheiro, na mesma hora que eu vejo qualquer besteira, eu compro. Às vezes, eu nem preciso”, confessa.

Contudo, o economista Stefano Lopes explica que a dificuldade de economizar não é apenas em decorrência da crise econômica ou desemprego. Ele reconhece que a crise agrava essa dificuldade, porque muita gente perde o emprego ou, quando consegue se alocar no mercado, fica em uma função onde ganha menos do que antes. “É obvio que a crise tem um impacto nisso, mas a razão principal não é essa. A grande dificuldade das pessoas em poupar dinheiro vem da própria cultura, que geralmente não temos uma cultura de poupar, economizar. A cultura que prevalece hoje em dia é a do consumo”, analisa.

Stefano lembra que existe muita informação de incentivo ao consumo circulando. Algumas delas são propagandas mostrando descontos, frete grátis em compras na internet e parcelamento sem juros no cartão de crédito. Para ele, todo esse apelo da mídia leva às pessoas ao consumismo e não à economia.

“Se você junta um ambiente onde não há a cultura de economizar e cada vez mais a tecnologia lhe impulsiona para o consumismo, é claro que dificulta você conseguir poupar”, destaca.

Outro fator que Stefano enfatiza é a falta de uma orientação na família. “Pais e mães não têm esse domínio sobre conhecimento de economia doméstica e educação financeira. Por isso, os filhos acabam não aprendendo”, assinala, acrescentando que observa que algumas escolas, tanto da rede pública quanto da privada, têm se atentado para isso, passando a trabalhar educação financeira dentro do currículo escolar.

Fonte: Portal O Dia


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