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A nossa vida é feita de escolhas e a sociedade consumista em que vivemos oferece-nos infindáveis escolhas para gastarmos o nosso dinheiro, essa é uma das razões pela qual quanto mais cedo começarmos a treinar os nossos filhos para fazerem as melhores escolhas financeiras, melhor os prepararemos para serem adultos financeiramente autossuficientes.

Por outro lado, ao contrário do que muitas vezes pensamos, não é por termos dinheiro ou mais dinheiro que o sabemos gerir melhor (às vezes é o contrário pois ter mais escolha torna mais difícil decidir – é o chamado paradoxo da escolha) e gerir bem o dinheiro não é uma capacidade inata, tal como tocar um instrumento musical ou aprender uma nova língua, é preciso treinar e praticar.

A educação financeira visa precisamente fornecer os instrumentos e técnicas que permitirão fazer as escolhas mais equilibradas e conscientes em relação ao dinheiro e aos seus recursos. Como? Independentemente de quanto temos ou ganhamos, para construir uma relação saudável com o dinheiro todos precisamos de dominar as suas competências: como fazer e gerir um orçamento, como gastar de forma equilibrada, como poupar, como investir, como doar, como falar sobre dinheiro, como desenvolver espírito de iniciativa, como ganhar dinheiro e como gerir o crédito.

Quando? O ideal é começar por volta dos 3 anos quando as crianças começam a pedir tudo e mais alguma coisa pois percebem que o mundo está cheio de coisas interessantes que querem experimentar, explicando-lhes nesta altura que não podemos ter todas as coisas materiais que desejamos, mas podemos ir escolhendo as mais importantes de acordo com o dinheiro que temos para gastar. Vamos assim mostrando a diferença entre necessidades e desejos. É também nesta altura que podemos começar a ensinar a poupar, fazendo-o sempre que as ensinamos a esperar para ter.

As melhores ferramentas de educação financeira: a partir da ida para a escola primária podemos introduzir as semanadas e mais tarde as mesadas (a partir dos 10/11 anos). Estes são os melhores instrumentos para a educação financeira das crianças pois permitem ensinar-lhes a fazer e gerir um orçamento, fazer escolhas e as suas consequências, gastar de forma equilibrada, poupar e doar.

Por isso é aconselhável que com a sua introdução criemos, com materiais reciclados, por exemplo, 3 cofrinhos: um para poupar, outro para gastar e o terceiro para doar. O ideal é que estes cofres sejam transparentes e que possam ser facilmente abertos para que as crianças possam manusear e contar o dinheiro com facilidade.

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Fonte: DN


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