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Ter as finanças pessoais equilibradas não significa ser educado financeiramente. Muitas pessoas pensam dessa forma por entenderem que educação financeira é uma ciência exata, ou seja, que, se souber fazer cálculos e mexer com planilhas, não terá problemas financeiros. Mas não é assim que funciona.

Na verdade, se trata de ciência humana, uma vez que promove uma mudança de comportamento com relação ao dinheiro, objetivando a realização de sonhos e não o consumo imediatista. Além disso, a educação financeira auxilia na administração dos recursos do indivíduo e /ou família, incluindo orientações sobre os investimentos que devem ser feitos (baseados sempre no tipo de sonho).

Explico bem essa questão no meu best-seller Terapia Financeira (Editora DSOP), que serviu de base para todas as outras obras de educação financeira de minha autoria. Falo, por exemplo, dos eixos temáticos em que o tema se baseia: autonomia, cidadania, diversidade, família, empreendedorismo e sustentabilidade.

Com isso, já é possível perceber que finanças pessoais é mais voltada para a questão individual, enquanto a educação financeira envolve toda a família, sendo mais abrangente. Por esses e outros motivos é que sempre reforço a ideia de que a educação financeira é algo que deve ser inserido no cotidiano já das crianças, para ser absorvido com mais facilidade.

Os pequenos entendem com muita facilidade essa diferença, a partir do momento que damos mesada, por exemplo, e os incentivamos a ter sonhos. Dessa forma, eles compreendem que os recursos financeiros não podem nunca ser a finalidade, ou seja, não devem trabalhar a vida inteira apenas para ter dinheiro, mas sim para realizar os sonhos.

Enfim, a educação financeira nada mais é do que algo que auxilia a administração dos recursos financeiros, por meio de um processo de mudança de hábitos e costumes adquiridos há várias gerações. Portanto, não basta aprender a mexer com números, se não sabe as vantagens que esse conhecimento pode proporcionar.

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Fonte: Reinaldo Domingos - DSOP


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