Educação Financeira: o que ensinar?

A disciplina Educação Financeira ainda não faz parte do currículo oficial das Instituições de Ensino, mas vem ganhando espaço em muitas escolas, principalmente na rede privada de ensino. O que devemos levar em consideração ao discutir o tema com as crianças e os adolescentes? O que devemos ensinar aos jovens?
 
Sabemos que não há um consenso entre os especialistas sobre a idade ideal para falar de educação financeira com as crianças.  Alguns defendem que o conteúdo deve entrar no currículo escolar a partir da educação infantil, outros acreditam que apenas no ensino fundamental as crianças devem ter noções de educação financeira.
 
O fundamental ao tratar do tema é levar em consideração a idade dos estudantes, para que as atividades propostas despertem interesse e facilite o aprendizado.
 
Um dica:
 
O professor deve desenvolver atividades que tragam para a sala de aula situações que fazem parte da rotina das crianças. Por exemplo, ao falar de dinheiro, demonstrar o seu uso na compra de um brinquedo, ou de um lanche saboroso na cantina da escola, ou quem sabe daquela viagem tão sonhada.
 
Fique atento:
 
A interdisciplinaridade é fundamental no ensino da Educação Financeira!
 
A Educação Financeira não pode ser tratada como uma disciplina isolada, ela deve ser trabalhada de forma transversal, inserida no conteúdo de matérias como matemática, história, português, biologia, entre outras.
 
A temática é ampla e perpassa por muitos assuntos, desde o consumo consciente; o desperdício de alimentos; a utilização dos recursos naturais; o cálculo de juros e impostos; a importância de apagar a luz; de fechar a torneira enquanto escovamos os dentes; de cuidar dos brinquedos; de doar uma roupa ou um sapato, etc.
 
O processo é cíclico:
 
O conhecimento adquirido por crianças e adolescentes trará reflexos positivos não apenas na vida desses jovens, como também na de suas famílias.
 
As orientações recebidas na escola e o conhecimento adquirido, impactará na casa de cada criança. Os pais que possuem uma vida financeira desorganizada poderão aprender muito com os seus filhos.
 
Os filhos serão os agentes transformadores dentro de suas casas. Eles poderão contribuir ativamente para a diminuição das despesas e do controle do orçamento.
Os pais poderão criar estratégias de forma conjunta com seus filhos, para diminuir o consumo de energia, por exemplo. Todos juntos poderão fazer a lista de compra, levando em consideração o que é necessário e o que é supérfluo.
 
Não devemos ter a preocupação em ensinar receitas para que as crianças se tornem adultos ricos, afinal, será que elas existem? Devemos si, ter a preocupação em ensiná-las a lidarem com o dinheiro de uma forma saudável, para que consigam construir uma vida financeira sustentável.