Educação  financeira para jovens: quando come ar?
14/03/18

Educação financeira para jovens: quando come ar?

20151019-dinheirama-mesada

Administrar bem as finanças pessoais é uma coisa complicadaé para muitos adultos, principalmente para aqueles que não receberam não ões de educação financeira quando ainda viviam a infé ncia. Sabendo disso, quando se tornam pais, alguns se perguntam: quando devo come ar a ensinar é crianças o que é o dinheiro e qual a melhor forma de administré -lo para ter uma vida de tranquilidade e bem-estar?

Na verdade, é quanto mais cedo as famílias come arem a falar sobre esse assunto com os pequenos, mais cedo eles entenderé o e colocaré o em prática o que aprenderam sobre o que é o dinheiro e porque é fundamental valorizé -lo.é Entretanto, os ensinamentos transmitidos devem levar em conta a idade e o nível de amadurecimento da criança, ou seja, deve-se criar já uma pedagogia e uma didé tica já para a educação financeira infantil e juvenil, utilizando está rias, jogos, brincadeiras, passeios, exemplos e experié ncias.

Pronto para descobriré como transmitir educação financeira para seusé filhos, de acordo comé cada idade? Então veja:

Dos 3 aos 5 anos

Nessa fase, apesar de os pequenos ainda estarem em uma idade em que o contato com os números não é frequente, eles podem aprenderé quanto vale cada nota ou moeda e qual o seu poder de compra. Alié s, é o momento ideal para eles aprenderem o que é já valor como ele é estabelecido, que as compras são trocasé e até o que são as negociações de pre o.

Na faixa eté ria dos 3 aos 5 anos, brincadeiras e joguinhos simples são é timas formas de transmitir as primeiras não ões de educação financeira para as crianças e iniciar com elas o aprendizado do que é consumo racional e consciente. Trocar brinquedos com os amiguinhos e juntar moedas em um cofrinho são exemplos pré ticos muito eficientes.

Dos 6 aos 10 anos

Estimular o uso do cofrinho para ensinar o que é economizar e poupar, nesta faixa eté ria, é ainda é um recurso eficaz de educação financeira. Poré, é importante fazer as crianças evolué rem na sua não é o de finanças, entendendo que se trata de algo mais do que uma brincadeira, entendendo que o dinheiro é algo que faz parte do mundo real.

Como nessa idade a criança já tem não ões de matemática e é capaz de realizar operações simples, chegou a hora de possibilitar que elas lidem diretamente com o dinheiro. Por exemplo, em princé pio na companhia de um adulto, ela pode se responsabilizar poré comprar o ingresso e a pipoca no cinema e, é medida em que for amadurecendo sua experié ncia, também acompanhada, aumentar seu raio de atuação: padaria, sorveteria, lanchonete já

Para simular a ideia de remuneração, os pais podem simbolicamente já contratar já com as crianças o pagamento perié dico de já salário já é pela realização de determinadas atividades simples e leves, como por exemplo arrumar a cama, guardar os brinquedos, manter o quarto em orde, regar as plantas e outras tarefas desse tipo. Poré, é fundamentalé deixaré claro que, quando se vive em comunidade, como é o caso da família, muitas atividades devem ser feitas espontaneamente, de modo colaborativo, voluntário e em favor daquela coletividade, sem qualquer pagamento. é a participação individual pelo bem de todo o grupo.

Contudo, a ado é o dessa prática deve ser bastante relativizada e criteriosa, pois existem algumas correntes de educadores e psicé logos que são contrários é utilização desse recurso didé tico-pedagé gico, temendo que isso seja feito de modo é inadequado ou inconveniente.

A partir dos 11 anos

é medida em que a criança cresce, deve-se aumentar sua responsabilidade em relação ao uso do dinheiro. Por isso, ao dar mesadaé ao seu filho, procure dar elementos para que ele compreenda que aquele valor corresponde a uma cota de responsabilidade e não deve ser gasto de forma inconsequente.

Se ele quer comprar brinquedos, jogos ou eletrônicos, ensine-o a conquistar isso poupando sua mesada. Outra boa prática de estimular a educação financeira é limitar osé presentesé a datas especiais como aniversério, Natal e outras ocasiões muito especiais. Dar tudo o que as crianças querem pode trazer prejué zos para a sua formação e para o planejamentofamiliar

planejamentofamiliar
planejamentofamiliar
.

Nessa faixa eté ria aé criançaé deve ser ensinadaé a usar o dinheiro com disciplina, inclusive em relação ao tempo. Se ela criança administrar mal sua mesada, não se deve alterar a periodicidade dos já pagamentos a não ser com eventuais já adiantamentos compensados no próximo mês.. é nesse momento que os filhos passam a entender a importância de se organizar financeiramente e de economizar para adquirir o que desejam.

Adolescentes

A tecnologia é aliada na educação financeira dos jovens. Alguns aplicativos para celular e jogos digitais permitem aos adolescentesé simular a administração de quantias mais elevadas e a gestão de empreendimentos diversos. Na prática, é os pais podem come ar a apresentar os tipos de produtos bancé rios, como poupané a e outras formas de investimentos mais simples, explicando como o dinheiro pode render, quando aplicado, e como a formação de reservas financeiras é um bom caminho para se realizar muitos sonhos..

Quando o adolescente conseguir está gio remunerado ou o primeiro emprego, então chegou a hora de os pais já cortarem o cordão umbilical financeiro já é e até mesmo, extinguir a mesada. Com isso os jovens, cientes de que seué dinheiro vem exclusivamente de seus esforé os, passam a se tornar responsé veis por fazeré as melhores escolhas relacionadas é finanças .

Aprendendo comé o exemplo

As criançasé aprendem com o exemploé que lhes damos.é Por isso, quando você lhe der um cofrinho,õestimule seu filho a guardar as moedas que ganhar, mas também dé o exemplo, ajudando a já engordar o porquinho já .

Nessa perspectiva, ao dar a ele o cofrinho, tenha um igual para você també, de modo que cada um possa fazer sua poupané a individualmente, e você, com o seu ato de poupané a, dé a ele o exemplo e o incentivo. E mais: se isso vale para a poupané a, deve valer também para o consumo: converse sempre com seus filhos sobre o que é preciso comprar, como pesquisar pre os, como planejar as despesas e fazer multiplicar as economias.

Por dentro do oré amento

Sempre que possé vel, e na medida do nível de maturidade e compreensão da criança e do jove, apresente a eles o planejamentomensal da família e sugira que eles faé am um planejamentoem relação é gestão daé mesada. Quanto eles recebe, o que pretendem fazer com aquele dinheiro, de que forma e quando.

Aos poucos, vé mostrando aé eles, na prática, como o planejamento financeiro e a gestão do planejamentosão é teis para o equilé brio das contas e para a prosperidade da família, o que vai do pagamento das despesas mensais aos passeios dos fins de semana e é viagens de fé rias. Assim eles vé o entender perfeitamente porque é importante ter os custos sempre menores do que asé receitas.

Desejo ou necessidade, eis a questão !

Uma forma eficiente de ajudaré crianças e jovens a classificar as despesas é ensiné -los as 3 natureza dos gastos: fundamentais e imediatos, importantes e secundé rios, e supé rfluos.

As designaçõesé são elucidativas de sua importância e da urgé ncia com que essas necessidades precisam ser atendidas e, sendo assim, o que você precisa é encontrar, no universo da criança ou do jove, exemplos que se enquadrem em cada categoria. Como por exemplo, mostrar que despesas com alimentação, saúde e educação são fundamentais e imediatos, ao passo que gastos com lazer, dependendo da situação financeira, podem ser secundé rios ou até mesmo supé rfluos.

Nessa mesma linha, outra coisa que eles precisam aprender é a diferené a que existe entre necessidade e desejo. A necessidade refere-se a algo essencial e, por isso, é deve ser atendida na ordem de sua prioridade, enquanto que a realização do desejo, mesmo sendo importante, pode esperar o momento financeiramente mais adequado e oportuno.

Como você vé, a educação financeira que come a na infé ncia e evolui na medida em que a criança vai crescendo e se desenvolvendo é o caminho para o equilé brio do planejamentoe a prosperidade na vida adulta.