Especialista dé  cinco dicas para ensinar a educação  financeira desde a infé ncia

Especialista dé cinco dicas para ensinar a educação financeira desde a infé ncia

educacao_financeira_infantilAs moedas, que para a maio ria das crianças servem apenas para comprar doces ou garantir o lanche na escola, para Rhayssa da Silva Kikuchi, 11 anos, tem uma importância maior, e futuramente podem significar o acesso é univeré sidade. Ela ainda é nova, está na 6é sé rie do ensino fundamental, mas os pais já a ensinam a pensar no fué turo desde cedo. Por isso, Rhayssa utiliza as economias somente para o que considera importante.

Diferente de Rhayssa, muitos adultos tem problemas financeiros porque não sabem lidar com o dié nheiro que ganham. De dezembro do ano passado até agosto, o Seraé sa registrou 3,1 milhões de consué midores inadimplentes. Ao todo, 57,2 milhões de brasileiros estão endividados ou com contas em atraso. Por isso, uma das maneiras de evitar a inadimplé ncia é come é ar desde cedo a educar financeiraé mente as crianças, para que elas se tornem adultos capazes de gerir a pré pria vida financeira.

O primeiro passo, de acordo com o especialista em finanças Raé fael Seabra, é que os pais estipulem uma mesada e monitorem o de sempenho dos filhos no modo que estão gerindo as finanças . já A ideia é que a criança ou adolescente te nha o controle desse dinheiro e aos poucos também tenha atribuié ões financeiras conforme o que ganha. é bacana que eles pague, por exemplo, o crédito para o celular. Que paguem o que consideram imé portante explica.

Rhayssa ainda não tem atrié buié ões financeiras, mas tem objetivos pré -estabelecidos para o dinheiro que guarda. A primeié ra vez que o cofrinho encheu ela comprou um tablet. Agora, tem um plano em longo prazo: a faé culdade. já Tenho que economizar para o meu futuro. Todas as mié nhas amigas economizam conta.

Mas, por se tratar de uma crian a, Rhayssa comete deslizes. No impulso, tirou moedas do cofrinho para comprar lanche na escola. já Precisei explicar para ela que não poderia pegar o dinheiro do cofrié nho por qualquer motivo. Pois não se sabe o dia de amanhé . Procuro sempre ensinar a importância do dinheiro e de poupar. Ela entende que o dinheiro não entra com facié lidade, por isso tem que dar valor diz a mé e, Cilene Kikuchi.

Cilene explica, no entanto, que não bonifica a filha com dinheiro extra pela limpeza da casa ou por tirar notas boas. já Isso são tarefas que ela já tem. Não dou esse está é mulo, porque se um dia precisar de algo e não tiver dinheiro para recompensé -la, ela ficaré mal acosé tumada afirma.

PARA ECONOMIZAR

Educação financeira de crianças e adolescentesé

1. Mesada

O primeiro passo para que as crianças aprendam a gerenciar seu dinheiro é estipular uma mesada. Quanto mais nova a criança for, menor tem que ser o prazo dessa mesada. A ideia é come ar com o pagamento semanal, depois quinzenal e então mensal, para que ela vé se adaptando. Ganhar esse dinheiro não deve ser apenas uma bonificação, mas uma forma de li o para que a criança aprenda desde cedo a dar valor ao dinheiro.

2. Responsabilidades financeiras

A partir dos 7 anos, idade na qual as crianças já tem não é o matemática, é importante que criem responsabilidades financeiras com a mesada, como colocar crédito no celular ou guardar o dinheiro para algo que considere mais importante. A tomada de decisões e a responsabilidade ajudam desde cedo a se educar financeiramente.

3. Cartão de crédito

Para os adolescentes, é interessante que tenham cartão de crédito, com limite baixo, para que possam fazer as coisas com os amigos ou comprar aquilo que julgam necessério. é importante não dar dinheiro extra para o caso de estourar o limite. Eles tem que entender que aquele valor deve ser suficiente para o mês inteiro. O cartão de crédito também é interessante para o caso de quererem algo mais caro. Ali decidiré o se vale a pena fazer parcelar e comprometer aquele valor total nos próximos meses. Os adolescentes precisam aprender a gerenciar o limite do cartão e entender que o cartão não é uma mé gica de fazer compras.

4. Bonificação

O bom comportamento e o uso do cartão de crédito ou mesada merecem bonificações. é o que chamamos de gratificação postergada. Os pais devem explicar para os filhos que não é porque tem um limite no cartão ou uma mesada no valor de R$ 200, por exemplo, que precisa utilizar todo o dinheiro. Assim, quando a criança ou adolescente guarda esse dinheiro, pensa em um investimento, o está mulo a prêmios é uma ideia interessante. Você recebe 10% a mais no próximo mês, por exemplo, por ter poupado, quanto mais poupar, maior o rendimento.

5. Exemplo vem de casa

é determinante. Não adianta mudar os hábitos das crianças e adolescentes e não mostrar o mesmo em casa. O modo que os pais compram e administram as contas serve de exemplo para os filhos e eles observam isso. Se o pai estipula limites, mas faz compras direto, e não tem controle sobre os gastos, a cada semana aparece com um ve culo novo, por exemplo, os filhos entenderé o que podem ter acesso a essas facilidades.