IMG_83F6DB-E0A06D-EC6706-6C1A0F-27092C-19BE30

Especialistas em finanças pessoais sublinham que, antes de comprar um carro, é preciso acender o sinal amarelo. Segundo eles, interessados devem avaliar de maneira minuciosa se o bolso terá condições de suportar todas as despesas para colocar o veículo em circulação.

– Carro não é investimento. É gasto. Em média, um automóvel de R$ 35 mil custa de R$ 17 mil a R$ 18 mil por ano em despesas. Há gastos com IPVA, seguro, gasolina, manutenção e estacionamento, além da depreciação no valor do veículo – ressalta o economista Samy Dana, professor da Fundação Getulio Vargas (FGV).

Conforme o educador financeiro Adriano Severo, em média, a desvalorização anual de um automóvel novo é de cerca de 10%. No primeiro ano, diz o especialista, o índice é ainda maior – em torno de 20% – por conta de o veículo deixar de ser 0km:

– Ao sair da loja, o carro perde valor.

Severo acrescenta que é importante analisar antes da compra como e com qual frequência o automóvel será usado. Assim, destaca o especialista, o motorista poderá encontrar o carro mais adequado a suas atividades, que podem ser desde trajetos mais curtos a viagens mais longas, que pedem veículos espaçosos e, possivelmente, com preços elevados. Além disso, Severo observa que é necessário estudar diferenças entre lançamentos e modelos mais antigos:

– Se um carro de 2017 não desvalorizou muito até o momento, vale a pena gastar um pouco mais e comprar o 2018. Não compensa pagar só um pouco a menos para ter um modelo mais antigo. Do contrário, se a desvalorização foi grande até o momento, pode valer a pena gastar menos e adquirir o 2017, porque poderá haver desvalorização parecida com o 2018 – exemplifica.

Por conta das incertezas que permanecem no cenário econômico, o diretor do Centro de Estudos Automotivos (CEA), Antônio Jorge Martins, também recomenda análise aprofundada antes das decisões. Segundo o especialista, se o interessado em ter um carro não precisar comprometer seu orçamento para pagar as despesas do veículo, é possível encontrar ofertas atraentes no mercado.

Compartilhe nas Redes Sociais:

Fonte: Gaúcha ZH


Leia também

20 dicas para ensinar crianças e adolescentes a lidar com dinheiro

Como ensinar as crianças a manter uma relação saudável com o dinheiro? Confira as principais dicas. 1 Dê mesada A mesada serve para ensinar a criança a administrar o dinheiro. Isso evita que o jovem fique perdido quando tiver um salário pela primeira ...

Estudo revela aumento da procura de empresas por planos para funcionários

 Com o cenário positivo retratado por baixas taxas de desemprego e pelo aquecimento da economia brasileira, empresas de todos os portes têm se deparado com um desafio: atrair e reter talentos. E, neste contexto, os benefícios oferecidos pelas organizações são ...

Não viajo porque sou rico, viajo porque me programo

"Nossa, como você viaja tanto, deve ser rico”. Eu já perdi a conta de quantas vezes ouvi essa frase ou algo parecido e eu respondo: Não sou rico, não tenho um super salário, mas sou organizado e me planejo. Como a ...

Estudo diz que 73% dos aposentados gastam igual ou mais do que na ativa

O Jornal Nacional mostra o resultado de uma pesquisa sobre brasileiros aposentados. É um estudo que comprova a importância de planejar essa fase da vida. Ela trabalha feliz, mas não era bem isso que dona Maria Antonieta pretendia fazer ao se ...

Instabilidade econômica afeta relacionamento entre casais

O peso do dinheiro na relação de um casal é grande. Como falar sobre o tema costuma causar desentendimentos e estresse, muitos evitam esse tipo de papo. E, quando ele surge, é por causa de gastos excessivos, endividamento e outros ...