Importância da Educação Financeira nas escolas

Por Reinaldo Domingos – Economista

Muitas pessoas acham que Educação Financeira é uma ciência exata, mas não é. O assunto se trata da área de humanas, pois lida com mudança de comportamento, hábitos e costumes. Para isso, que ambiente seria melhor e mais abrangente para transmissão desse conhecimento do que as escolas?

Inserir Educação Financeira como disciplina na grade de curricular de instituições de ensino de todo o país é o caminho para a resolução de diversos problemas crônicos – e bastante conhecidos – da nossa sociedade. Nos colégios, é necessário educar, primeiramente, os professores e gestores, para que eles possa, assim, passar aos estudantes os conceitos aprendidos.

Outra figura importante que deve ser instruída por meio de palestras promovidas pela escola são os pais, pois eles é que vão ajudar na manutenção do ensino, naqueles momentos em que os alunos estão fora do ambiente escolar. Para que isso seja possível, a instituição tem que estar legalmente habilitada.

Para ensinar crianças e jovens, é preciso utilizar metodologia e linguagem simples e desmistificadas. Se o aluno achar que é obrigado a guardar dinheiro sem um propósito, que não pode mais sair e nem gastar com besteiras de vez em quando e que precisa saber mexer em planilhas e fazer cálculos avançados, o processo de aprendizagem não será prazeroso.

Eles têm que aprender a sonhar, pois, dessa forma, pouparão mais facilmente. Com metas e objetivos estabelecidos (de curto, médio e longo prazos), é hora de ter a exata noção de quanto custa, quanto poderão guardar e em quanto tempo realizarão. Sem esse planejamento bem definido, os sonhos se tornarão verdadeiros pesadelos.

Por isso, os educadores formados e capacitados são os mais aptos a exercer essa importante missão: educar os estudantes de hoje para formar uma nova geração mais equilibrada e consciente no futuro.