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Passar por um período de dificuldades financeiras não é nada agradável. E todos que já tiveram esta experiência (ou estão passando por ela) sabem que esta situação traz consigo alguns efeitos colaterais, que acabam influenciando outros aspectos de nossa vida. Gostaríamos de analisar aqui de que maneira as nossas finanças pessoais acabam influenciando o nosso trabalho.

Diversos estudos mostram os impactos negativos que os problemas financeiros causam no desempenho profissional das pessoas. Mas seria possível listar cada um desses impactos e como eles afetam a produtividade profissional?

Os impactos negativos no desempenho profissional causados por problemas financeiros podem ser relacionados em dois grupos: os diretos e os indiretos.

  • dentre os diretos, podemos citar que as pessoas nesta situação tendem a gastar parte de seu tempo no trabalho e na resolução de seus problemas financeiros, desviando o foco de suas atividades profissionais.
  • dentre os impactos indiretos, podemos citar aqueles causados por problemas de saúde ou vício. Alguns estudos mostram que as dificuldades financeiras acabam acarretando em piora na saúde do profissional e, em alguns casos, geram também dependência química, principalmente aquelas relacionadas a bebidas alcoólicas e anti-depressivos. Outro impacto indireto é o aumento da irritabilidade (que prejudica o ambiente de trabalho) e as brigas familiares, fazendo com que o funcionário comece o dia com os “ânimos à flor da pele”.

Mas, afinal, é possível evitar que problemas financeiros contagiem o ambiente de trabalho?
Bem, não há como pensar no indivíduo vivendo em dois mundos totalmente independentes, o pessoal e o profissional. Estes mundos se inter-relacionam. É muito difícil que um estresse financeiro não interfira na vida profissional. Entretanto, podemos tentar minimizar esta influência. Aqui vão algumas dicas:

  • 1. encare o problema de frente, sem ficar fugindo do assunto. Quanto mais cedo se reconhece que está com problemas financeiros, melhor, para não deixar que a situação vire uma bola de neve.
  • 2. seja o mais transparente possível, não somente na empresa, mas com todos os envolvidos, seja família, amigos ou até mesmo os credores. Particularmente, no ambiente de trabalho, uma conversa aberta e sincera seria o primeiro passo a ser realizado. Isto demonstra em primeiro lugar que o funcionário está consciente da sua situação financeira. E depois, mostra pró-atividade e disposição para sair desta situação.
  • 3. outro aspecto a ser considerado é: com quem conversar na empresa? Se você se sente confortável em discutir este assunto com seu chefe, ele pode ser o primeiro a ser contatado. Caso contrário, procure o departamento de Recursos Humanos para verificar se há algum programa de assistência ou aconselhamento financeiro. Por fim, procure algum aconselhamento profissional.
  • 4.faça um levantamento completo das dívidas e estabeleça um plano para quitá-las, ou ao menos administrá-las de uma maneira menor. Muitas vezes pode se descobrir que o problema nem é tão grave assim. Além do mais, um maior senso de controle sobre seus problemas poderá ajudar a amenizar o estresse.
  • 5. busque ativamente uma melhor Educação Financeira. Com a crise atual, começam a ser disponibilizados muitos livros, revistas e reportagens sobre o assunto. Escolha um assunto que mais lhe interesse e mãos à obra! Um cuidado: apesar de tentadores, fuja dos que ofereçam soluções muito simples e rápidas, quase milagrosas, ou então respostas prontas e únicas para todas as situações. Esta é uma área onde as respostas deverão ser construídas de acordo com o momento de vida e objetivos de cada um. Pode parecer difícil, mas não desanime ! Lembre-se que este processo o ajudará a lidar com o dinheiro de modo mais consciente, conhecendo as implicações de suas decisões e tendo uma atitude equilibrada.

Pode parecer difícil, mas não desanime ! E lembre-se, todo este processo o ajudará a lidar com o dinheiro de modo consciente, conhecendo as implicações de suas decisões e tendo uma atitude equilibrada.

Fonte: Minhas Economias


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