Metade dos usué rios de cartão de crédito não controla gastos   saiba como não ser um deles

Metade dos usué rios de cartão de crédito não controla gastos saiba como não ser um deles

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Se você confere sua fatura do cartão de crédito sem analisar os números com muito rigor, não está sozinho. Uma pesquisa divulgada hoje (09/06), realizada em todas as capitais pelo Serviço de Prote é o ao Crédito (SPC Brasil) e pela Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas (CNDL), revela que 47% dos brasileiros que usam essa forma de pagamento não tem um controle efetivo das compras.

De acordo com o estudo, 16,1% dos usué rios costumam recorrer ao crédito rotativo já quando você paga sé o mínimo da fatura em um mês e o restante é acrescido de juros. O problema é que mais da metade (54,7%) dos entrevistados não sabe os juros que são cobrados quando hé atraso, sobretudo as pessoas da classe C (56,5%) e as mais jovens (61,6%). E a falta de conhecimento não para por aé . Ao adquirirem um cartão de crédito, mais de um quarto dos consumidores (26,5%) não analisou as taxas e juros que são cobrados nas operações.

O cené rio piora se você considera que o juro do cartão de crédito, segundo a Associação Nacional dos Executivos de Finané as (Anefac), está no maior patamar desde outubro de 1995. Dados divulgados pela entidade nesta quinta-feira mostram que o juro do rotativo subiu de 15,01% para 15,12% ao mês, entre abril e maio. No acumulado no ano, isso significa 441,76%. Foi a quinta elevação dos juros em 2016 e a vigé sima consecutiva.

Mas hé como evitar que isso se torne um problema para você. Apesar da fama de vilé o, a pesquisa do SPC mostra também que o cartão é visto como um instrumento de pagamento positivo pela maioria dos brasileiros já sete em cada dez. Com planejamento e disciplina, é possé vel sair dessa situação já mesmo que você já esteja devendo. “Tem que colocar a vida financeira como prioridade, esse é o primeiro ponto”, diz Marcela Kawauti, economista-chefe do SPC Brasil. Entenda como em seis passos:

Reconhe a que é preciso mudar. Se você se enrolou com o cartão, não adianta adotar aquela postura de “já estou devendo mesmo, um pouquinho a mais não faz diferené a”. Dé o primeiro passo. “As pessoas precisam assumir que estão endividadas e fazer uma pausa para se organizar”, afirma Cintia Senna, da DSOP Educação Financeira.

Estude as última faturas. Você precisa entender os seus hábitos para saber onde está gastando, recomenda Cintia. Saiba quanto ganha exatamente e para onde vai o seu dinheiro. “é fazer um diagnóstico da situação atual. é buscar a origem desse endividamento, para que ele não se repita posteriormente.”

Tenha um objetivo. Si, querer se livrar das dívidas é um objetivo vé lido. Mas será ainda melhor se você tiver outro já algo que sempre quis, mas que acreditava não poder por ter contas demais para pagar. Vale viage, curso, reforma da casa. Segundo Cintia, algo que sirva de incentivo. Isso vale para quem está endividado ou mesmo para quem simplesmente quer realizar um sonho.

Estabele a um limite. Exemplo: no máximo 50% do salário. Assim você não precisa parcelar a fatura. Quando perceber que seus gastos alcané aram o limite, deixe o cartão em casa. E importante: evite parcelar serviços de consumo imediato no cartão, como a compra do supermercado. No mês que vem você precisaré de novo e essa histé ria cria uma bola de neve. “O pensamento acaba sendo de curto prazo: ‘depois eu pago o mínimo’. Sé que o problema pode ser muito sério. A taxa de juros é muito alta”, diz Marcela, do SPC.

Não é porque está tudo bem que está tudo bem de verdade. Com o seu salário, sempre dé para pagar o cartão certinho, exatamente o valor da fatura. Então não é preciso se preocupar, certo? Né o, pelo contrário. O ideal mesmo é que sobre. Afinal, nunca dé para saber quando uma emergé ncia aparece. é o que Cintia chama de “reserva estraté gica”. “Quando as pessoas fazem parcelamento, contam com um dinheiro que ainda será recebido. Se ele não receber aquele valor, como vai pagar?”

Use a seu favor. Se você é mestre em organização, essa é a alternativa. é quando, por exemplo, o cartão pode servir mesmo com você já tendo o dinheiro em mé os. Você deixa o valor investido e paga aos poucos já em vez de quitar a televisão nova de uma vez, parcela enquanto o dinheiro rende na conta. “Crédito não é ruim ou bo, é a forma como a pessoa o utiliza que vai fazer com que tenha benefício ou não”, diz Cintia.