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Segundo pesquisa da Fecomercio-SP (Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado de São Paulo), cerca de 54% das famílias paulistanas estavam endividadas em janeiro de 2018. Isto é assustador, não? Mais da metade das famílias está com Dívidas!

 Sem dúvida este é um número alto, mas é preciso analisar melhor esta situação e entender a diferença entre endividamento e inadimplência.

Estar endividado não quer dizer, necessariamente, que a situação financeira esteja ruim. Por exemplo, uma família pode ter decidido financiar um apartamento para sair do aluguel. Esta família está com as contas em dia, as parcelas deste financiamento não passam de 10% do orçamento doméstico e são menores que o valor do aluguel pago anteriormente. Ou seja, ela está na estatística dos endividados, mas com uma boa saúde financeira!

Uma outra análise a ser feita é com relação ao perfil da dívida. Por exemplo, dívidas no cartão de crédito ou no cheque especial, mesmo sendo quitadas sem atraso, não são saudáveis devido às altas taxas de juros cobradas (no médio e longo prazo, estas dívidas acabarão corroendo a poupança do indivíduo).

Já dívidas com financiamentos de longo prazo e com taxas de juros menores contribuem para fazer com que suas dívidas tenham um perfil melhor.

Por outro lado, a inadimplência já indica uma situação financeira pior. Neste caso, o pagamento das dívidas não está sendo realizado ou alguma parcela está atrasada, o que indica que está “faltando dinheiro no final do mês”. Este sim é um indicador muito mais preocupante que o do endividamento.

Bom mesmo seria não ter dívidas e ainda conseguir juntar um dinheiro para ser investido mensalmente. Mas se esta não é a sua situação atual, planeje-se para alcançar este objetivo.

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Fonte: Minhas Economias


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