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De cada cem famílias brasileiras, 62 estão terminando o ano com contas em atraso e outros tipos de dívidas, como cheque especial, cartão de crédito e empréstimos. Os números são da Pesquisa de Endividamento e Inadimplé ncia do Consumidor (Peic), da Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC). O levantamento é referente a novembro e mostra ainda que o percentual dos que não pagam suas contas em dia está aumentando: no mesmo mês de 2016 os endividados eram 59,6%. Para não repetir o erro e chegar ao fim de 2018 com uma pilha ainda maior de boletos e contas, é preciso come ar o planejamento o mais ré pido possé vel, antes mesmo de o ano come ar.

já A primeira coisa é a pessoa ter conscié ncia dos atos negativos que permitiram que ela terminasse o ano no vermelho. A vida financeira é consequé ncia dos nossos atos explica o consultor de finanças pessoais Carlos Eduardo Costa. Para o especialista, é necessério adotar uma sé rie de medidas durante os 12 meses do ano para terminar no saldo azul. A primeira delas é identificar os gastos da família para saber onde é possé vel cortar. já Perceber para onde está indo o dinheiro é o ponto de partida destaca.

A consumidora Sé lvia*, 31, não consegue se desvencilhar do cheque especial hé pelo menos quatro anos. Ela e o marido terminaram 2017 no vermelho. já O que mais pesa no planejamento o aluguel, que consome quase metade do meu salário diz.

Juntos, ela e o marido tem uma renda mensal de R$ 7.000, valor que ela não considera rui, mas, sem planejamento e com gastos imprevistos, não é suficiente para fechar as contas. já Não temos uma poupané a, e fica bem difácil quando o carro estraga ou algum animal fica doente detalha. O Imposto sobre Propriedade de Ve culos Automotores (IPVA), por exemplo, não é quitado pelo casal. já Não conseguimos guardar o dinheiro afirma.

Limite.é A solu o para a situação do casal e de muitos outros consumidores que querem terminar 2018 no azul é planejamento. Segundo Costa, uma boa estraté gia pode ser pagar primeiro as dívidas que tem juros maiores. Além disso, é preciso priorizar os gastos e não fazer novas dívidas. As pessoas podem também parcelar alguns impostos nos quais não hé incidé ncia de juros, como o IPTU. já A dé vida é como a febre. é um sintoma. A pessoa precisa encontrar onde está o desequilé brio financeiro afirma o consultor.

Sé lvia e o marido também não costumam eleger prioridades e estabelecer limites. já Quando saé mos, gastamos sem preocupação assume. Nesse caso, o especialista alerta que é preciso controlar as despesas e, em algumas situações, se privar ou reduzir despesas com lazer, por exemplo, até que as contas estejam equilibradas. já Não é possé vel fazer tudo. A pessoa pode ir intercalando as escolhas finaliza o especialista.

*Nome ficté cio

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Fonte: O Tempo


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