Professores precisam de capacit é o para a educação financeira nas escolas

Aos poucos, cada vez mais escolas estão inserindo conceitos da educação financeira em disciplinas como Matemática, Português, História e Geografia. Mas, segundo Álvaro Modernell, da Mais Ativos Educação Financeira, será necessária uma capacitação dos professores. “Temos consciência de que a maioria dos professores não está preparada, até porque esse é um assunto relativamente novo, mas não há como esperar mais. É preciso capacitá-los simultaneamente à expansão do tema nas escolas”, afirma o especialista.

O educador financeiro defende uma formação plural, com diferentes visões e vertentes. “É preciso estimular a reflexão, oferecer alternativas, que permita escolhas e complementações.” Modernell, que participou do GAP (Grupo de Apoio Pedagógico) nos anos iniciais do projeto, quando estava sendo concebida a ENEF (Estratégia Nacional de Educação Financeira), diz que as experiências mais bem sucedidas são de escolas que iniciam os projetos fazendo sensibilização por meio da adoção de livros especializados.

“É fácil, simples, rápido e não exige esforço ou investimento adicional, da escola ou das famílias. O primeiro passo é incluir livros dessa natureza nas tradicionais listas de livros paradidáticos ou literários. Isso pelo menos um ano antes de a escola implantar projetos específicos. A segunda alternativa é fazer benchmarking. Pesquisar e analisar iniciativas de outras escolas, consultar empresas especializadas, analisar materiais didáticos e paradidáticos disponíveis. Mas, o mais importante, diria fundamental, é que a escola identifique pelo menos uns dois professores dispostos a encampar a ideia. Sem um líder para o projeto é difícil alcançar o sucesso”, completa.

Apesar dos projetos serem embrionários, o especialista está confiante nos resultados a longo prazo. “Ainda é cedo para medir os efeitos e os benefícios da educação financeira infantil. Dados de pesquisa realizada pelo Banco Mundial indicam que já no primeiro ano houve melhoria de 5% no nível de compreensão de importantes temas da educação financeira. Mas, a meu ver, os melhores resultados ainda estão por vir.”