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13/08/12

Trocar de celular todo ano pode comprometer o seu futuro financeiro

A telefonia móvel no Brasil representa um enorme mercado e os aparelhos celulares deixaram de ser apenas um instrumento de comunicação para assumirem uma posição de destaque na vida social das pessoas.

Diversos motivos levam as pessoas a trocar o celular e outros aparelhos eletrônicos frequentemente. A “necessidade” de se ter o aparelho de última geração, a questão de status e um melhor desempenho aparecem como as principais justificativas daqueles que sempre aparecem com um eletrônico novo nas mãos. Na grande maioria dos casos, não há uma necessidade real que justifique a troca.

O que ocorre, na verdade, é um impulso consumista, uma compra compulsiva. E isto pode gerar consequências graves no futuro. Uma destas, certamente é a questão ambiental. Ao trocar de equipamento com uma frequência cada vez maior, estamos consumindo cada vez mais matéria-prima (incluindo não só o material dos aparelhos, como também os insumos utilizados na produção: eletricidade, água etc) e gerando cada vez mais lixo.

No plano individual, esta “necessidade” de estar sempre na vanguarda tecnológica afeta o bem-estar futuro, principalmente daqueles que não conseguem acumular recursos para uma aposentadoria tranquila. Fizemos aqui algumas contas para estimar o impacto disto.

Para facilitar o entendimento, assumimos que vivemos em um mundo sem inflação, cada aparelho custa R$ 1.000 e a taxa de juros de uma aplicação sem risco é de 6% ao ano. Em 30 anos, quanto você imagina que teria a mais se, ao invés de trocar o celular a cada ano, passasse a trocá-lo a cada dois anos? E a cada três anos?

No primeiro caso, você teria R$ 40.680 a mais. No segundo caso, R$ 54.225! E estamos falando somente do celular… Imagine a fortuna que você poderia ter se adiasse a troca do carro, do computador, da televisão…

Por isso, pense muito bem antes de trocar o seu celular. Faz bem para o seu bolso, faz bem ao meio ambiente!