Vai pagar como? Veja hora certa de usar crédito, d bito, cheque ou dinheiro

Todo início de mês é assim: o salário “cai” na conta e, pelo menos por alguns dias, fica aquela sensação de que o dinheiro nunca vai acabar. Mas aí surgem as contas, os gastos da casa e quando menos se espera, está todo mundo ansioso pela chegada do próximo dia de pagamento.

Pode parecer brincadeira, mas e se a gente dissesse para você que é possível economizar gastando? O truque é saber o que tirar da carteira de acordo com o tipo de despesa: cartão de crédito, débito, cheque ou dinheiro em espécie. Qual é a melhor opção? Conversamos com um especialista em finanças pessoais e reunimos as dicas abaixo.

1 – Cartão de crédito
Esse meio de pagamento é o queridinho dos brasileiros que vivem hoje o boom do crédito. Sabendo usá-lo com sabedoria, ou seja, sem acumular faturas e respeitando o limite,o recurso até que pode ser um importante aliado. “Para quem gosta ou precisa viajar sempre, o cartão de crédito permite o acúmulo de milhas a partir das compras. É uma maneira de economizar para uma próxima viagem”, explica o especialista em finanças pessoais Altemir Farinhas, que dá cursos no Brasil inteiro sobre o assunto. O cartão de crédito permite ainda parcelar despesas mais altas, sendo também mais seguro. “As operadoras e bancos já oferecem serviços de aviso no celular para cada vez que o cartão é usado. Além de rastrear possíveis usos indevidos desse crédito, dá para acompanhar os gastos e saber a hora de parar”, afirma Altemir Farinhas.

2 – Débito bancário
Usar o cartão de débito virou mania para muita gente que anda com pouco ou quase nenhum dinheiro no bolso. O recurso vale para os mais conservadores, que temem a tentação dos gastos com o crédito. Aceito na maior parte dos estabelecimentos, o débito é prático e mais seguro do que andar com uma grande quantidade de cédulas na carteira. Já para quem tem memória fraca, programar despesas como internet e TV por assinatura no débito automático evita atrasos e a consequente cobrança de multas. O cuidado, segundo o expert Altemir Farinhas, é checar sempre o status da conta para saber se está tudo em dia.

3 – Cheque
Quase em desuso no dia a dia, o cheque ainda tem o seu lugar na carteira. De acordo com o consultor de finanças pessoais, é um recurso que deve ser considerado como “de emergência”, para aquelas horas em que se está sem dinheiro e o restaurante, por exemplo, não aceita cartão (uma raridade). “O ideal é andar com apenas uma ou duas folhas na bolsa. O cheque é mais fácil de ser fraudado, por isso, há o perigo de andar com um talão cheio e perdê-lo ou sofrer um roubo”, avisa. Certificar-se de que há dinheiro na conta e fugir dos pré-datados são uma forma inteligente de usar o recurso. Outra dica é “cruzar” o cheque antes de pagar a conta. Duas linhas diagonais no verso da folha indicam que o valor deve ser depositado diretamente na conta do beneficiário. Essa convenção evita que o dinheiro possa ser resgatado por terceiros.

4 – Dinheiro em espécie
Não existe terapia melhor contra o consumismo do que ver as notas indo embora da carteira. Se você é do tipo que faz compras por impulso, experimente trocar o cartão de crédito pelas cédulas e observe como elas somem rapidinho. Os mestres em finanças pessoais garantem que a vontade de economizar aparece logo. No mais, é sempre bom ter dinheiro trocado na bolsa para compras pequenas, lanches fora de hora e imprevistos. Se puder escolher, alerta o especialista Altemir Farinhas, ande sempre com um pouco de dinheiro e outro recurso de apoio, cartão ou cheque. Não vale a pena carregar tudo na bolsa o tempo todo.