1381948_719667081417518_1791352780_n

Nas últimas férias o casal Otavio e Bianca se planejaram muito bem para viajar. 8 meses antes já tinham escolhido o destino – a Disney – comprado as passagens e começado a pagar os hotéis e reservado os tickets dos parques preferidos. Ponto para eles!

O problema mesmo foi quando a data da viagem chegou. “A gente estava com tudo pago, mas não havíamos parado para pensar no dinheiro que iríamos gastar lá. Além disso, não pesquisamos direito o que faríamos e não tínhamos ideia de que Orlando era tão maravilhosa para fazer compras”, conta Bianca. Por isso, nos 10 dias que ficaram fora, acabaram se endividando. Primeiro, pegaram um dinheiro do salário para levar e, depois, gastaram o que faltou no cartão de crédito. “Reservamos 70 dólares por pessoa para gastar por dia e, lá em Orlando, acabamos não resistindo às ofertas das lojas e acabamos comprando roupas, perfumes e eletrônicos no cartão de crédito”, conta Otavio.

As malas voltaram cheias e os bolsos, vazios. “A conta, quando chegou convertida em reais, nos assustou. Além disso, não calculei direito e acabei esquecendo que o salário, no mês seguinte, vinha menor”, lamenta Bianca. Em resumo, o casal aprendeu mais uma lição: além de planejar as férias e as viagens dos sonhos, é preciso pensar muito bem no dinheiro gasto durante os dias de diversão e, mais do que isso, controlar o impulso de compra. “Quando você está de férias, esquece da realidade, esquece dos problemas e, na emoção, acha que merece vivenciar tudo aquilo. É preciso tomar muito cuidado porque a conta chega”, finaliza o casal. E é importante lembrar que o risco é o mesmo para toda viagem, nacional ou internacional. O que importa mesmo é se planejar muito bem e sempre manter os pés no chão. Fique atento às dicas e não caia na cilada:

Na hora de se planejar, inclua os gastos que terá durante a viagem

Parece básico mas, quando planejamos nossas férias, costumamos pensar na passagem, nos hotéis, às vezes no transporte local, mas raramente incluímos na conta as refeições, as entradas dos passeios, os mimos e os presentes que vamos querer comprar. Por isso, é importante incluir tudo na conta e reservar um dinheiro para compras extras, principalmente quando o destino for ótimo para compras.

Se for para fora do país, fique sempre de olho no câmbio

Não tem como deixar de pensar no câmbio: fazer a conversão é muito importante quando a viagem é internacional. Se a ideia é usar o cartão de crédito durante a viagem, esse cuidado deve triplicar, afinal, na hora de gastar acabamos não parando para pensar na conversão e um cafezinho de 4 dólares, quando vem a conta, vira um cafezinho de mais de  12 reais. Agora, imagine toda a soma de vários dias de diversão! Por isso, o ideal é reservar um valor a ser gasto por dia e respeitar esse limite – de preferência, se mantendo longe do cartão de crédito. Uma alternativa é investir no cartão pré-pago (conhecido como travel money, você contrata no banco e carrega com o valor que quiser) ou levar dinheiro vivo. No caso da primeira opção, você se sente mais seguro, afinal, não estará andando com uma grande quantidade de dinheiro, mas paga 6,38% de IOF (imposto sobre operações financeiras).

Já com dinheiro, você paga apenas 1,1% de imposto. Claro que, nesse caso, você precisa redobrar atenção com possíveis roubos ou perdas, mas economiza na taxa. De qualquer maneira, as duas opções são boas alternativas. “O cartão de crédito tem mais um ponto desfavorável: você pode fazer a conversão do câmbio de hoje, por exemplo, e depois ver o real desvalorizar ainda mais quando a fatura fechar”, avalia Marcela Kawauti, economista-chefe do Portal Meu Bolso Feliz. Para entender melhor:

Se você compra R$100 em moeda:

Em dinheiro vivo, com o IOF incluído, vai pagar R$1,1 a mais.

No cartão pré-pago, o valor a mais fica em R$6,38 a mais.

Mantenha a linha dentro do país também

Às vezes, programamos uma viagem para algum lugar próximo e, por isso, acabamos relaxando um pouco no planejamento  e não reservamos quanto vamos gastar lá, não pesquisamos onde comer e deixamos para decidir o que fazer quando chegamos no local. E é ai que mora o perigo: muitas cidades brasileiras são lindas e perfeitas para passar as férias, mas é preciso fazer a mesma organização financeira antes de viajar. Na lista, não esqueça de pesquisar transporte no local, valores de restaurantes e passeios.

Se for CLT, não esqueça de como funciona o pagamento das férias

As férias são um direito adquirido dos trabalhadores sob o regime da Consolidação das Leis do Trabalho (CLT). E isso é ótimo!! O empregado, ao tirar férias, recebe, até dois dias antes do início das férias, o valor referente aos dias de remuneração devidos pelo período da ausência e mais 1/3. Por enquanto, tudo perfeito, certo? Mas o perigo está exatamente ai. Os salários referentes ao período das férias são antecipados, ou seja, o empregado não recebe o valor equivalente a esse período na data do próximo salário. Em outras palavras, quando o montante cai na conta vem aquela sensação de que temos muito dinheiro. Mas, no mês seguinte, o valor não vem e as dívidas chegam. Por isso, é importante ter um autocontrole sobre as despesas. Em outras palavras, quando você, que trabalha no regime CLT, receber o salário e as férias, use apenas o valor referente às  férias e guarde o resto, que será o valor do seu salário para o mês seguinte.

No caso dos autônomos, que trabalham por conta e não possuem esse tipo de benefício, o controle precisa ser ainda maior, afinal, os dias de folga, muitas vezes, serão dias perdidos. Por isso, é muito importante que uma reserva seja feita para que os compromissos financeiros sejam honrados.

Compre ingressos com antecedência e economize na diversão

Para evitar imprevistos e oscilações da moeda local (em caso de viagens internacionais) prefira comprar os ingressos para as atrações, parques e museus com antecedência. A Decolar.com oferece pacotes de ingressos para diversas regiões. Além disso, ao pesquisar passeios no site, você acaba descobrindo várias coisas bacanas para se fazer na região e melhor: várias delas são bem baratas. Fique atento às avaliações de quem já foi e escolha sua preferida!

Outra boa opção é checar opções grátis no local onde vai. É isso mesmo. Muitos museus oferecem entrada gratuita alguns dias da semana. Pense no itinerário e tempo necessário para conhecer cada atração. Assim, juntando dois locais próximos no mesmo dia, por exemplo, você economiza tempo e dinheiro.

Saiba onde vai comer

Claro que a graça de viajar é bater perna e entrar em vários lugares. Mas, para economizar um pouco, vale pesquisar onde vai comer. Primeiro, busque hotéis que oferecem café da manhã sem taxas extras. Depois, faça uma busca em sites com o TripAdvisor que mostra opções de todos os tipos e diz qual o preço médio do estabelecimento.  Outra dica interessante é ficar de olho nos comentários e nas observações de quem já foi no restaurante de seu interesse. O tamanho das porções, por exemplo, podem ser uma sacada inteligente: em alguns lugares a porção individual é bem servida e da para dividir. Mais economia para você!

Se optou por ficar em casas ou apartamentos, o custo com alimentação pode diminuir ainda mais porque você faz as compras no supermercado da cidade e ainda se diverte conhecendo novos sabores. Anote a dica!

Fique atento à saúde

É chato falar disso, mas imprevistos podem acontecer. Por isso, o ideal é que, durante uma viagem mais longa, principalmente fora do país, seja feita a contratação de um seguro de saúde já que muitos países têm apenas assistência médica privada.

Cuidado com as emoções

Por fim, é importante não tirar os pés do chão. Férias e dias de folga são merecidos e relaxar, além de descansar e fugir dos problemas, é essencial. Mas o importante é não esquecer que os dias de sombra e água fresca acabam e a conta chega. Por isso, mesmo indo para um destino com compras “irresistíveis”, restaurantes maravilhosos e atrações inesquecíveis, mantenha a lógica de comprar apenas o que precisa e, mais do que isso, se realmente tiver dinheiro.  Nesse tipo de consumo, a emoção do momento predomina totalmente sobre a razão e leva consumidor não apenas a comprar algo de que não necessita de fato como até mesmo a se endividar para satisfazer uma vontade passageira. Não caia nessa!

Compartilhe nas Redes Sociais:

Fonte: Meu Bolso Feliz


Leia também

5 Passos para você criar sua reserva de emergência

Guardar dinheiro para situações imprevistas e emergências é algo fundamental dentro do conceito de educação financeira.  A vida nos dias de hoje é muito complexa e também arriscada para que você aposte que nunca precisará disso. Eu sempre costumo perguntar em ...

Preocupação financeira com um filho começa antes mesmo do nascimento

Ter ou não um filho é uma decisão que, cada vez mais, leva em conta a questão financeira. A chegada de uma criança na família é uma alegria que exige um planejamento para garantir sua segurança em todas as etapas. ...

Está sufocado pela crise? Aprenda a investir em sua educação financeira

Uma forte crise econômica é o remédio mais amargo para mudanças de hábitos de consumo. E se o senso comum prega que uma recessão só deixa estragos, é preciso ter uma visão mais crítica e entender que também é possível ...

Confira 10 mudanças de hábitos para te ajudar a economizar dinheiro

Não é difícil encontrar depoimento de quem se sente com a situação financeira mais apertada e que não está conseguindo mais poupar dinheiro. Especialistas afirmam que esse público deve repensar os hábitos de consumo. Nada muito radical, pequenas mudanças de comportamento ...

Download grátis do eBook “Educação Financeira: um estilo de vida”

 Muitos leitores acompanham o Dinheirama desde que começamos, lá em 2007. De lá para cá, muita coisa mudou no Brasil e no mundo, surgiram diversas possibilidades e ameaças concretas às finanças e amadurecemos bastante, passando por crises e aproveitando o ...